
Jair Bolsonaro foi julgado e condenado por um magistrado que, diariamente, se coloca como seu adversário, um juiz que, ao mesmo tempo, assumiu o papel de promotor, investigador e julgador em um processo sem fundamento, nascido de um suposto “golpe de Estado” que jamais ocorreu.
Hoje, idoso com mais de 70 anos , o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército, encontra-se encarcerado. Foi um presidente que, segundo seus apoiadores, buscou combater a velha política marcada pela corrupção e pelo abuso de poder. É irônico e, para muitos, revoltante, pensar que aqueles que um dia atentaram contra sua vida com uma facada na barriga, são os mesmos que agora defendem sua permanência em uma cela de 12 m².
Bolsonaro já passou por sete cirurgias em decorrência da facada que sofreu, e, nos últimos dias, precisou enfrentar mais três intervenções médicas, encontrando-se debilitado, fraco, quase um sobrevivente por teimosia. Ainda assim, seu principal antagonista, o magistrado, negou o pedido de prisão domiciliar, mantendo-o em uma cela com apenas um catre, uma cama e uma cadeira para se recuperar de todas essas cirurgias, decisão tomada mesmo diante dos pareceres médicos constantes nos autos. Isso não parece aplicação justa da lei;
soa como punição.
Como castigo.
Como tortura psicológica imposta por alguém que se coloca acima do próprio ordenamento jurídico.
Eu, assim como 60 milhões de brasileiros, estou indignado com essa postura, que chega a espantar até mesmo parte da imprensa historicamente crítica ao ex-presidente.
Somos um país jovem, desde a chegada de Cabral, um país que não viveu grandes guerras, que não foi esmagado por invasões ou conflitos históricos profundos. Um povo ainda em construção, muitas vezes sem brio, sem honra e sem orgulho, mais preocupado com o carnaval que se aproxima, com praias lotadas e discussões banais, enquanto assiste, de forma passiva, a essa situação que considera uma barbárie contra um ex-chefe de Estado.
Falta-nos, por vezes, o sentimento de resistência que move outros povos, como o orgulho do povo ucraniano, a resiliência do povo judeu ou a dignidade de nações forjadas em sofrimento e superação.
Enquanto isso, parte da população permanece às margens, esperando que “os caminhoneiros façam alguma coisa”.
E perguntamos, indignados: que país é esse?
O mesmo juiz, que já presidiu o processo eleitoral que conduziu Lula de volta ao poder, é também quem mantém hoje um ex-presidente enfermo atrás das grades, ao passo que políticos juntamente com ele envolvidos em suspeitas de contratos milionários e corrupção seguem livres, leves e soltos, como se nada estivesse acontecendo.
No Brasil, parece que podemos pendurar um diploma na parede com a mensagem amarga: o crime compensa.
José
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